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O caminho para a perdição...
“Um pouco de indecência é sempre necessário
Pra manter uma vida normal
Pra manter uma vida norma, saudável”
(A indecência, kID AbElHa)
Eu tinha acabado de ter um orgasmo quando percebi que me transformo em outra pessoa nos momentos em que o instinto animal chamado sexo domina meu corpo e mente.
Já parou pra pensar nisso? Quando você se dá conta desse sentimento e começa a relembrar suas palavras e atitudes na busca pelo prazer, pode achar graça ou até mesmo sentir nojo se ir um pouco mais além na retrospectiva.
Filmes pornôs são interessantes até o momento do ápice sexual. Depois podem se tornar sem graça ou mudar de gênero: de pornô pra comédia romântica, caso a língua nativa dos “atores” for o francês. (risos) they make me laugh!
Em francês ou em inglês: o que é fazer amor? Muitos dizem que há diferença entre amor e sexo. Mas onde ela está? Não vejo diferença alguma a não ser que essa diferença esteja no sentimento. Quando é sexo a busca é pelo prazer próprio e quando é amor a busca é pelo prazer mútuo, certo? Não? Sim? Pois para mim essa é a diferença. O sexo é o prazer próprio e o amor o prazer mútuo.
A palavra amor me trás a lembrança algo carinhoso, com ternura, todas as coisas mais fofas do mundo. Porém, observar alguém fazendo amor ou sexo a selvageria é a mesma. As mesmas palavras chulas, as atitudes mais inconfessáveis até para o melhor amigo... Afinal, sexo é um convite ao inferno ou ao paraíso?
Que não nos faltem convites ao prazer nessa semana que começa!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h48
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Amor, está você?
“Did I say that I loathe you? Did I say that I want to leave it all behind?” (the blower’s daughter, Damien Rice)
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. Sozinho, em casa, solteiro... há motivos pra comemorar alguma coisa? Alguém além de mim acredita no amor?
Em datas como essa eu fico a me questionar se vale a pena viver da maneira que eu vivo: todo certinho, acreditando em coisas utópicas pra muita gente. Não sou uma pessoa retrógrada, mas muitos dos valores da minha avó são os meus também. Os tempos são outros, é tempo de agir como as personagens de CLOSER, sem princípio algum.
Apesar de não me ver em nenhuma daquelas pessoas, já assisti esse filme três vezes. É incrível a veracidade das situações. Não há mocinhos ou bandidos. É até difícil fazer uma escala de quem ali é o mais sem escrúpulos da história. O filme é um retrato das relações atuais. Talvez eu tenha gostado tanto dessa película por aspirar agir como uma daquelas pessoas “inventadas”, mas não consigo. Eu me esforço tanto pra não machucar ninguém...
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. Dia pra sair com o namorado, beijar na boca, fazer promessas de amor... ah, esse tal sentimento está por todo lugar! No comércio, pelo menos. Mas alguém aí lembra os motivos pelos quais comemoramos essa data? Alguns poucos, apenas quem se interessa realmente em saber. Assim é com todas as datas festivas, feriados religiosos, etc. É lamentável. Papai Noel já não vai mais de trenó entregar os presentes a todas as criancinhas do mundo, usa o serviço de disk-entrega.
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. Será preciso ficar só pra se viver? Pode ser que sim. Afinal o amor é uma ilusão que a gente se agarra nos dias mais solitários. Quer história mais besta que Romeu e Julieta? Só alguém com muita falta de amor-próprio pra pensar que é linda essa estória. Ou alguém aí teria a mesma atitude que eles tiveram? Fala sério!
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. É melhor eu parar por aqui. São muitas questões para serem respondidas em apenas um só dia. Não devo dar tanta importância a essa data ou a qualquer outra que para mim não tenha sentido. Afinal de contas é um dia qualquer no calendário. É como comemorar o natal ou a páscoa, esse dia só será importante se eu desejar que ele seja. É uma questão de ponto de vista. Como tudo na vida! Depois de tudo o que me resta é a festa da solidão, já que todos nós dormimos sozinhos...
Uma semana apaixonada pra todos nós!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 08h21
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Pra que serve o amor?
“Case-se comigo antes que amanheça
Antes que não me pareça tão bom partido”
(Case-se comigo, Vanessa da Mata)
Ai, ai... pra que diabos serve uma relação amorosas no dias de hoje? Fico impressionado quando me dou conta que ainda há pessoas procurando encontrar a mãe, o pai, a empregada doméstica ou sei lá quem em seus respectivos parceiros. Então me pego a questionar se a tão procurada alma gêmea serve para ser única ou apenas para substituir a imagem de alguém. Se serve para ser a companhia de todas as horas ou um gênio realizador dos desejos mais loucos de uma determinada pessoa. Essas questões vieram a minha cabeça devido a uma situação que acompanhei pelos jornais há uns dias atrás.
Um sujeito dizendo-se tímido enviou um email para um dos colunistas da seção Lazer pedindo que o ajudasse a encontrar uma namorada. Segundo as informações que forneceu, acaba de voltar ao país depois de 25 anos vivendo nos Estados Unidos. Até aí tudo bem, mas dêem uma olhada nos predicados que a interessa deveria ter: “... uma mulher com mais de 25 anos e que saiba cozinhar em fogão de (sic) lenha, lavar e passar roupa com goma (principalmente as camisas brancas de gola), saiba fazer pão e cuca caseira, matar e limpar uma galinha ou um marreco criado em galinheiro próprio e que goste servir almoço festivo aos domingos, com a participação do maior número de parentes possíveis...” Deus, o que é isso? Esse cara quer uma namorada ou uma empregada doméstica?
É incrível como alguém em pleno século 21 ainda pense desse jeito. As relações já não são mais as mesmas, a mulher que ele procura já não existe.
Ou melhor, existe sim. Não bem como ele procurava, mas há umas loucas se sujeitando ao papel de Amélia ainda. O cupido-jornalista recebeu quase 200 emails referente a esse anúncio. Algumas se candidatando e outras mandando o sujeito contratar uma empregada. Entre corações apaixonados e espinhos, ele encontrou sua alma gêmea e vai dizer o tão esperado “sim” no final deste mês. Não totalmente satisfeito, ainda disse: “acho que é impossível arrumar uma mulher solteira e jovem que seja boa de cozinha, tanto no forno, fogão ou churrasqueira. Não faz mal... Vou decidir entre as que me escreveram e tenho certeza que serei feliz, pois comida congelada e comercial eu não agüento mais.” Então tá... E eu acreditava que exigo demais da minha alma gêmea. Ai, ai...
Muito amor (de verdade) nessa semana que começa!
P.S.: preciso me retratar. Semana passada havia recomendado para a cura da depressão e seus derivados a assinatura de qualquer uma dessas revistas de celebridades, eu estava enganado. Descobri que para curar qualquer baixo-astral basta dar uma passadinha no sex shop mais próximo de casa. É muito divertido. Ri muito! Fui pela primeira vez em um nesse fim-de-semana e amei. É engraçado perceber do que o ser-humano é capaz quando busca prazer. So let’s go shopping!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h15
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Eles vendem felicidade. Vamos comprar?
“Sai daqui tristeza
Não te quero mais
Já tenho companhia
Você quer moleza
E eu não volto atrás
Eu to a alegria”
(Sai daqui tristeza, Paula Lima)
Hey, você aí! Você está triste? Está cansado de procurar pela felicidade e não encontrá-la? Então preste atenção que eu tenho a solução para todos os seus problemas!
Não perca tempo! Vá correndo à banca de revistas mais próxima e leia todas as quens, caras e contigos que puder! Nelas você vai perceber que todos são felizes, têm dinheiro, são famosos, são caridosos e amigos de todo mundo! Todos esses sentimentos vão contagiar você! Basta a leitura de uma dessas revistas para você começar a sentir os efeitos em sua vida! Experimente!
Depoimento de Mariah Rowland, uma consumidora satisfeita: “estou super satisfeita. Eu estava com depressão e comecei a ler revista caras semanalmente. Em menos de três meses tive alta e agora sou a melhor amiga de muitos artistas, pois assinei a revista e os recebo toda a semana no conforto do meu lar.”
  Ai ai, brincadeiras a parte, mas precisamos concordar que não há farsa maior que o mundo artístico. É um faz-de-conta sem fim! As revistas de celebridades esbanjam o supra sumo dos sentimentos humanos. Todas são bondosas, bem-humoradas, ricas, lindas, felizes... felizes? Será que é bem isso mesmo?
Numa semana estão em todas as capas das revistas mais fúteis dizendo: “estou feliz, casei.” Um mês depois estão nas capas das mesmas revistas fúteis dizendo: “eu me separei.” São muitos volúveis e tentam passar uma imagem falsa sobre eles mesmos. Talvez quando as luzes estão apagadas e as cortinas fechadas não tenham identidade alguma de tanto que precisam se esforçar para manter uma imagem que alguém criou para eles. Tipo a Sandy: a eterna princesinha virgem. Gente, será que ela também tem diaréia?
Em filtro solar Pedro Bial diz: “não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio”. Eu digo a vocês: “Não leve tão a sério as celebridades, elas só vão fazer de você um débil mental”.
É por isso que eu gosto da Paula Toller, ela não faz marketing da felicidade dela. Todos sabem que ela tem um gênio difícil, é enjoada, estressadinha e fala palavrão (eu mesmo a ouvi pronunciando alguns no show que assisti). Mas mesmo assim eu gosto dela! Ela é linda e tem uma delícia de voz. Sem contar que escreve as músicas que mais tocam minha alma... É por isso que eu digo “não” aos perfeitos por natureza...
Have a great “carnaval”, people!
Mesmo que eu não goste desse movimento todo…
Be happy!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h05
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