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I just called to say...
“Alô.
É você?
Que bom que ‘cê ligou!
Posso te falar um negócio?”
(Mil e uma noites, kID AbElHa)
Atire a primeira pedra quem não tem o costume de desenhar ou escrever enquanto fala ao telefone se tem papel e caneta nas mãos! Essa é uma das manias peculiares que a maior parte das pessoas têm e que passa despercebida. É uma ação inconsciente, um impulso. Não há aquele sentimento de “eu não sei desenhar” ou similares. Desenha-se sem autocrítica. É literalmente uma expressão de arte.
Quando percebi a singularidade do assunto e comecei a observar as pessoas ao telefone, pude constatar que os desenhos em sua maior parte são abstratos. É como se fosse a tradução da conversa, sempre há uma palavra chave ou a retratação de algo que tenha sido comentado.
Pode parecer tolo, mas eu acharia bem interessante um artista plástico trabalhar com essa idéia. Não seria interessante?
Dias atrás me flagrei tendo outra atitude estranha e inconsciente ao telefone. Além de escrever ou desenhar sou capaz também de acenar para as pessoas com quem eu converso. O “Oi, tudo bem?” vem acompanhado de um aceno, aquele mesmo, com as mãos, quando a gente vê alguém que está distante de nós. Não é ridículo? Quando me dei conta desse ato ridículo rolei no chão de tanto rir...
Uma semana com muitos risos para todos nós!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 08h55
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O caminho para a perdição...
“Um pouco de indecência é sempre necessário
Pra manter uma vida normal
Pra manter uma vida norma, saudável”
(A indecência, kID AbElHa)
Eu tinha acabado de ter um orgasmo quando percebi que me transformo em outra pessoa nos momentos em que o instinto animal chamado sexo domina meu corpo e mente.
Já parou pra pensar nisso? Quando você se dá conta desse sentimento e começa a relembrar suas palavras e atitudes na busca pelo prazer, pode achar graça ou até mesmo sentir nojo se ir um pouco mais além na retrospectiva.
Filmes pornôs são interessantes até o momento do ápice sexual. Depois podem se tornar sem graça ou mudar de gênero: de pornô pra comédia romântica, caso a língua nativa dos “atores” for o francês. (risos) they make me laugh!
Em francês ou em inglês: o que é fazer amor? Muitos dizem que há diferença entre amor e sexo. Mas onde ela está? Não vejo diferença alguma a não ser que essa diferença esteja no sentimento. Quando é sexo a busca é pelo prazer próprio e quando é amor a busca é pelo prazer mútuo, certo? Não? Sim? Pois para mim essa é a diferença. O sexo é o prazer próprio e o amor o prazer mútuo.
A palavra amor me trás a lembrança algo carinhoso, com ternura, todas as coisas mais fofas do mundo. Porém, observar alguém fazendo amor ou sexo a selvageria é a mesma. As mesmas palavras chulas, as atitudes mais inconfessáveis até para o melhor amigo... Afinal, sexo é um convite ao inferno ou ao paraíso?
Que não nos faltem convites ao prazer nessa semana que começa!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h48
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Amor, está você?
“Did I say that I loathe you? Did I say that I want to leave it all behind?” (the blower’s daughter, Damien Rice)
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. Sozinho, em casa, solteiro... há motivos pra comemorar alguma coisa? Alguém além de mim acredita no amor?
Em datas como essa eu fico a me questionar se vale a pena viver da maneira que eu vivo: todo certinho, acreditando em coisas utópicas pra muita gente. Não sou uma pessoa retrógrada, mas muitos dos valores da minha avó são os meus também. Os tempos são outros, é tempo de agir como as personagens de CLOSER, sem princípio algum.
Apesar de não me ver em nenhuma daquelas pessoas, já assisti esse filme três vezes. É incrível a veracidade das situações. Não há mocinhos ou bandidos. É até difícil fazer uma escala de quem ali é o mais sem escrúpulos da história. O filme é um retrato das relações atuais. Talvez eu tenha gostado tanto dessa película por aspirar agir como uma daquelas pessoas “inventadas”, mas não consigo. Eu me esforço tanto pra não machucar ninguém...
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. Dia pra sair com o namorado, beijar na boca, fazer promessas de amor... ah, esse tal sentimento está por todo lugar! No comércio, pelo menos. Mas alguém aí lembra os motivos pelos quais comemoramos essa data? Alguns poucos, apenas quem se interessa realmente em saber. Assim é com todas as datas festivas, feriados religiosos, etc. É lamentável. Papai Noel já não vai mais de trenó entregar os presentes a todas as criancinhas do mundo, usa o serviço de disk-entrega.
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. Será preciso ficar só pra se viver? Pode ser que sim. Afinal o amor é uma ilusão que a gente se agarra nos dias mais solitários. Quer história mais besta que Romeu e Julieta? Só alguém com muita falta de amor-próprio pra pensar que é linda essa estória. Ou alguém aí teria a mesma atitude que eles tiveram? Fala sério!
Segunda-feira, 14 de fevereiro. Valentine’s day. É melhor eu parar por aqui. São muitas questões para serem respondidas em apenas um só dia. Não devo dar tanta importância a essa data ou a qualquer outra que para mim não tenha sentido. Afinal de contas é um dia qualquer no calendário. É como comemorar o natal ou a páscoa, esse dia só será importante se eu desejar que ele seja. É uma questão de ponto de vista. Como tudo na vida! Depois de tudo o que me resta é a festa da solidão, já que todos nós dormimos sozinhos...
Uma semana apaixonada pra todos nós!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 08h21
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Pra que serve o amor?
“Case-se comigo antes que amanheça
Antes que não me pareça tão bom partido”
(Case-se comigo, Vanessa da Mata)
Ai, ai... pra que diabos serve uma relação amorosas no dias de hoje? Fico impressionado quando me dou conta que ainda há pessoas procurando encontrar a mãe, o pai, a empregada doméstica ou sei lá quem em seus respectivos parceiros. Então me pego a questionar se a tão procurada alma gêmea serve para ser única ou apenas para substituir a imagem de alguém. Se serve para ser a companhia de todas as horas ou um gênio realizador dos desejos mais loucos de uma determinada pessoa. Essas questões vieram a minha cabeça devido a uma situação que acompanhei pelos jornais há uns dias atrás.
Um sujeito dizendo-se tímido enviou um email para um dos colunistas da seção Lazer pedindo que o ajudasse a encontrar uma namorada. Segundo as informações que forneceu, acaba de voltar ao país depois de 25 anos vivendo nos Estados Unidos. Até aí tudo bem, mas dêem uma olhada nos predicados que a interessa deveria ter: “... uma mulher com mais de 25 anos e que saiba cozinhar em fogão de (sic) lenha, lavar e passar roupa com goma (principalmente as camisas brancas de gola), saiba fazer pão e cuca caseira, matar e limpar uma galinha ou um marreco criado em galinheiro próprio e que goste servir almoço festivo aos domingos, com a participação do maior número de parentes possíveis...” Deus, o que é isso? Esse cara quer uma namorada ou uma empregada doméstica?
É incrível como alguém em pleno século 21 ainda pense desse jeito. As relações já não são mais as mesmas, a mulher que ele procura já não existe.
Ou melhor, existe sim. Não bem como ele procurava, mas há umas loucas se sujeitando ao papel de Amélia ainda. O cupido-jornalista recebeu quase 200 emails referente a esse anúncio. Algumas se candidatando e outras mandando o sujeito contratar uma empregada. Entre corações apaixonados e espinhos, ele encontrou sua alma gêmea e vai dizer o tão esperado “sim” no final deste mês. Não totalmente satisfeito, ainda disse: “acho que é impossível arrumar uma mulher solteira e jovem que seja boa de cozinha, tanto no forno, fogão ou churrasqueira. Não faz mal... Vou decidir entre as que me escreveram e tenho certeza que serei feliz, pois comida congelada e comercial eu não agüento mais.” Então tá... E eu acreditava que exigo demais da minha alma gêmea. Ai, ai...
Muito amor (de verdade) nessa semana que começa!
P.S.: preciso me retratar. Semana passada havia recomendado para a cura da depressão e seus derivados a assinatura de qualquer uma dessas revistas de celebridades, eu estava enganado. Descobri que para curar qualquer baixo-astral basta dar uma passadinha no sex shop mais próximo de casa. É muito divertido. Ri muito! Fui pela primeira vez em um nesse fim-de-semana e amei. É engraçado perceber do que o ser-humano é capaz quando busca prazer. So let’s go shopping!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h15
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Eles vendem felicidade. Vamos comprar?
“Sai daqui tristeza
Não te quero mais
Já tenho companhia
Você quer moleza
E eu não volto atrás
Eu to a alegria”
(Sai daqui tristeza, Paula Lima)
Hey, você aí! Você está triste? Está cansado de procurar pela felicidade e não encontrá-la? Então preste atenção que eu tenho a solução para todos os seus problemas!
Não perca tempo! Vá correndo à banca de revistas mais próxima e leia todas as quens, caras e contigos que puder! Nelas você vai perceber que todos são felizes, têm dinheiro, são famosos, são caridosos e amigos de todo mundo! Todos esses sentimentos vão contagiar você! Basta a leitura de uma dessas revistas para você começar a sentir os efeitos em sua vida! Experimente!
Depoimento de Mariah Rowland, uma consumidora satisfeita: “estou super satisfeita. Eu estava com depressão e comecei a ler revista caras semanalmente. Em menos de três meses tive alta e agora sou a melhor amiga de muitos artistas, pois assinei a revista e os recebo toda a semana no conforto do meu lar.”
  Ai ai, brincadeiras a parte, mas precisamos concordar que não há farsa maior que o mundo artístico. É um faz-de-conta sem fim! As revistas de celebridades esbanjam o supra sumo dos sentimentos humanos. Todas são bondosas, bem-humoradas, ricas, lindas, felizes... felizes? Será que é bem isso mesmo?
Numa semana estão em todas as capas das revistas mais fúteis dizendo: “estou feliz, casei.” Um mês depois estão nas capas das mesmas revistas fúteis dizendo: “eu me separei.” São muitos volúveis e tentam passar uma imagem falsa sobre eles mesmos. Talvez quando as luzes estão apagadas e as cortinas fechadas não tenham identidade alguma de tanto que precisam se esforçar para manter uma imagem que alguém criou para eles. Tipo a Sandy: a eterna princesinha virgem. Gente, será que ela também tem diaréia?
Em filtro solar Pedro Bial diz: “não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio”. Eu digo a vocês: “Não leve tão a sério as celebridades, elas só vão fazer de você um débil mental”.
É por isso que eu gosto da Paula Toller, ela não faz marketing da felicidade dela. Todos sabem que ela tem um gênio difícil, é enjoada, estressadinha e fala palavrão (eu mesmo a ouvi pronunciando alguns no show que assisti). Mas mesmo assim eu gosto dela! Ela é linda e tem uma delícia de voz. Sem contar que escreve as músicas que mais tocam minha alma... É por isso que eu digo “não” aos perfeitos por natureza...
Have a great “carnaval”, people!
Mesmo que eu não goste desse movimento todo…
Be happy!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h05
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Redirecionando a história...
“Eu tive um sonho
Vou te contar.”
(Preciso dizer de onde tirei essa citação?)
Eu prometi que essa semana iria contar como foi minha viagem a São Paulo. Pois então, prometi e vou. Só que vou contar essa história de uma forma diferente, digamos que de uma forma original, meio fragmentada e sem muita ordem cronológica.
Na sexta-feira enquanto voltava do trabalho para casa, me veio um pensamento à mente: “por que não montar um flog pra contar como foram as coisas em Sampa? Fotos não vão faltar. ”
Daí surgiu a idéia e criei hoje mesmo o meu flog. A princípio, o único objetivo dele é contar minhas férias ao lado da Jó, do Rê e do Fredy! Depois que não tiver mais o que contar, vou ver o que fazer com ele. Só sei que vai ser muito bom relembrar situações divertidíssimas vividas em apenas uma semana durante algum tempo ainda...
O esquema dele vai ser o mesmo do blog: atualizações semanais sempre com algo interessante para se ler, só que agora com o plus de uma foto igualmente interessante. (menino convencido, não?)
As coisas por aqui voltam ao normal mesmo semana que vem, quando tudo toma o seu devido lugar. O blog vai voltar a ter meus desvaneios existênciais como escritor e agora o flog vai contar um pouco do meu dia a dia. Quem quiser que me acompanhe! I hope you enjoy!
Have a great week, people!
http://www.deliciouslips.gigafoto.com.br
P.S: o nome do flog tem tudo a ver com o dono, ok?
P.S.2 : assistam PERTO DEMAIS, é muito bom! Ótimo para os traídos e os traidores. Já assisti esse filme duas vezes em menos de uma semana... Por que será né? 
Escrito por Sujeito Compulsivo às 18h41
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Cenas do próximo capítulo...
“Não, eu nunca estive disponível. Nem um dia, e não é força de expressão. Falando sério, eu sempre estava com alguém. Não deu 24 horas, se bobear.”
(Paula Toller em entrevista a revista TRIP, em 1997)
Eu desejei começar o ano de uma forma alegre, contando como foi a minha estada em São Paulo ao lado de três pessoas muito fofas, mas não estou animado o suficiente pra retratar de uma forma bacana todas as alegrias que senti.
O meu passageiro desânimo deve-se a um romance relâmpago que vivi ao lado de uma pessoa, como posso dizer... deixa pra lá, uma pessoa sem comentários. Mas agora está tudo bem, faço minhas as palavras da Paula Toller. Um novo amor possível já está engatado.
Termino esta primeira atualização de 2005 desejando um muito super ótimo feliz ano novo para todos nós! Que ao final deste ano estejamos mais próximos de alcançar nossos objetivos. Melhor, que já possamos ver todos eles realizados!
Fiquem agora com mais um dos meus poemas ou então, mais um exercício da minha dor. Semana que vem conto meu fim de ano nos mínimos detalhes.
Pronto, você me decepcionou mais uma vez.
Satisfeito agora?
Será que é tão difícil ficar ao meu lado?
Ou melhor, será que é impossível estar comigo sinceramente?
Eu sei, mais uma vez eu estive enganado.
E mais uma vez eu aprendi algo sobre mim também.
Devo te agradecer por isso?
Talvez...
Mas amor, que fique bem claro uma coisa:
Eu jamais vou deixar de acreditar em você ou procurá-lo nas pessoas, okay?
(Monólogos de uma decepção amorosa, Jan Michael Nascimento Bailer)
Escrito por Sujeito Compulsivo às 08h04
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Então é natal...
Pronto, esse é fim. Acabou, aqui e agora! Quer dizer, acabou por esse ano, mas acabou! Texto novo agora, só o ano que vem!
Essas férias de fim de ano serão as melhores que já vivi, com toda a certeza. Vou viajar sozinho, conhecer pessoas muito queridas por mim e pra finalizar vou assistir um show do kid! (êêê) Nossa, to muito empolgado com tudo isso que tá pra acontecer comigo!
Eu gosto de escrever. Ultimamente tenho lido escritores com um estilo muito peculiar e decidi que de certa forma vou “copiá-los” pra experimentar, criar meu próprio estilo. Nesse texto sobre o fim de ano é um mix de dois estilos, de João Ubaldo Ribeiro por escrever “falando” e Caio Fernando Abreu por escrever coisas sem sentido e desprentensiosas. Tudo porque a idéia de levar esse lance de escrever a sério tem passado muito pela minha cabeça ultimamente...
É isso, pessoas. Tenham todos um feliz natal e um próspero ano novo, que o ano novo traga muita saúde e realizações positivas para vocês. Para aqueles que vou encontrar: me aguardem que eu to chegando!
“... Porque é mais fácil dizer palavrão do que escrever palavrão, há exigência de passaporte para as palavras passarem do falado para o escrito, algumas não conseguem nunca, a humanidade é muito estranha.”
(A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro)
Eu não sei quanto a você, meu bem, mas a mim essa época é um flash back só. Também não há como ser diferente!
Todas aquelas propagandas de natal tão reflexivas, tão emotivas... ai que saco! Chega a me enojar tudo isso! É campanha disso, é campanha daquilo... todo mundo faz campanha pra alguma coisa no fim do ano! Como se ser solidário, benevolente fosse necessário apenas entre novembro e o reveillón.
Quanta hiprocrisia! Alías, se você pensar bem todo mundo é meio hipócrita! Em algum momento todo mundo se contradiz. Até você, baby. Até mesmo vo-cê. Eu acho que o negócio é a gente se policiar, tá ligado? É, cuidar com o que a gente fala e como age depois...
É... mas sobre o que eu tava falando mesmo? Ah sim, pois é, natal!
Eu não gosto dessa época. Você gosta? Não, eu não gosto. Papai Noel não existe pra mim faz muito tempo já! O natal perdeu a graça quando descobri que o bom velhinho não existe. Tudo ficou sem graça, não tem mais encanto algum depois da... como posso dizer? Ah sim, depois da “morte” dele! Ha-ha. Como criança é inocente, né? A cada esquina tem um papai noel fazendo ho-ho-ho e distribuindo balinhas e mesmo assim elas acreditam que existe só um Papai Noel no mundo. Ha-ha. Ha-ha. É impossível não rir. Sabe, é chato não viver iludido de vez em quando, a vida seria tão mais leve... deveríamos viver como as crianças!
Nessa época todo mundo te pergunta “e aí, como foi teu ano?”, “o que você espera do ano que vem?” como quem procura desesperadamente por evoluções. É isso mesmo, desespero. Todo mundo tem uma necessidade sufocante de olhar para trás e ver que fez alguma coisa. Até mesmo pra se sentir vivo e não sentir que vive apenas idealizações, vaga ilusões... exatamente como eu tinha dito antes.
Antes que você me pergunte, eu respondo: o meu ano foi muito bom, sim. Aprendi pra caralho – esses negócio de dizer “pra caramba” é coisa pra pequeno burguês - e agora quero que os próximos anos sejam sempre melhores que esse. O ano de 2004 vai ser meu ano base, ponto inicial. Sou compulsiva, sabe? Quanto tenho uma coisa sempre quero mais e mais...
A questão do fim do ano é a seguinte: fazer um balanço e começar um jogo novo. Não é ser saudosista: é adicionar as coisas boas e jogar as inúteis fora. É planejar para amanhã um dia melhor, estar um passo mais perto de nossos objetivos. É virar a página e começar tudo de novo, como um pintor à procura de traço perfeito.
Putz, olha que filosófica eu fui agora. É melhor eu parar por aqui, a birita começou a fazer efeito...
“... Saudosismo é uma espécie de masturbação sem verdadeiro prazer, uma inutilidade atravancadora, que no máximo pode ser empregada para brincadeiras, mas geralmente é perda de tempo mesmo.”
(A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro)
Escrito por Sujeito Compulsivo às 07h40
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Amanhã ou depois...
O tempo é cruel.
Passa por mim rasteiro sem perguntar se estou preparado para tudo o que ele tem a me ensinar.
O tic-tac do relógio tortura os meus objetivos.
Quanto mais aniversários comemoro, menos vida eu tenho.
Quanto mais o tempo passa,
mais dura é a realidade de olhar para trás e ver meus sonhos mais antigos ainda a serem alcançados.
Isso me preocupa.
Tenho pressa.
Há vários compromissos para amanhã.
Não devo parar.
Não vivo o agora.
Vivo apenas esperando o porvir...
Sim, o porvir...
(Percepção do tempo, Jan Michael Nascimento Bailer)
Ufa! Finalmente consegui parar sossegado na frente desse computador. A exposição desse meu velho poema aqui no blog foi uma segunda opção, mas acredito que tem tudo a ver com o momento também. Na verdade, desejei publicar um texto sobre esse lance de fim-de-ano, mas não consegui concluí-lo a tempo. Deixo para semana que vem...
A semana passou tão rápido que quase nem percebi. A sexta-feira nem teve cara de sexta-feira... uma coisa! Talvez seja o fim de ano mesmo, muitas expectativas para o ano que vem... Cada vez mais eu me dou conta de que realmente vivo esperando o porvir. Sim, o porvir... Preciso descobrir até que ponto isso é bom...
Ótima semana pra todo mundo!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 22h33
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Procurando pela escrita perfeita...
Segundo meu professor de português, o que vou publicar aqui hoje se chama crônica. Na verdade, nem sei bem o que isso significa. Sou um aprendiz de escritor e apenas quis escrever sobre coragem de uma forma diferente da que tenho costume.
Na verdade mesmo, esse texto mais parece ser escrito pelo the wrong boy. É ele quem escreve textos sobre ele mesmo de uma forma muito enigmática. É em torno disso que gira essa crônica. Tomei uma atitude corajosa há quase duas semanas que me tornou muito mais maduro. Apenas algumas pessoas sabem do acontecido...
Quero dedicar essas palavras ao muso inspirador deste texto, o Nil. Então meu amigo, esse texto vai pra você... Enjoy! 
Queriam todos conhecer Ana, recém-formada em matemática, que substituiria a professora mais querida pela classe em sua licença maternidade.
Em seu primeiro dia de aula, Ana não consegue controlar a turma. Ela se sente frustrada por não ter conquistado seus provisórios alunos. Durante dias a mesma história se repetiu: bastava Ana entrar na sala de aula para lecionar matemática, que os alunos da sexta série cinco se alvoroçavam e apenas faziam perguntas sobre outras matérias. Durante dias também, ela procurou uma maneira de conquistar seus alunos e assim ministrar da melhor maneira possível suas aulas.
No meio de mais uma explicação às paredes, onde o descontrole da turma era total, Ana pergunta com a voz firme e alterada:
- o que moveu os grandes heróis de nossa história? – De repente, todos se calam.
Ouviu-se apenas uma voz interrogativa vinda do fundo da classe dizendo:
- coragem?
- E quais sentimentos fazem uma pessoa ter coragem para tomar qualquer atitude? - Retrucou a professora. Apenas o silêncio se prontificou a responder...
Bem, seguiu a Ana, coragem segundo o dicionário significa bravura, ousadia. De nada adianta ser bravo, ser ousado se não for por um objetivo. Na verdade, a coragem é sim uma mistura de bravura e ousadia. Porém nenhum desses sentimentos vai existir se não houver o amadurecimento de uma idéia, de um objetivo. Apenas com objetivos conseguimos chegar a algum lugar.
Só com determinação se consegue levantar as tantas vezes que se cai na busca por uma realização pessoal. É por esse motivo que eu ainda estou aqui dia após dia tentando conquistar a confiança e o respeito de vocês. Sem determinação, não há objetivo algum que resista. Amadureçam e procurem não cair em suas próprias armadilhas.
Eu espero que vocês estejam conscientes das suas atitudes e que saibam onde querem chegar agindo dessa maneira. Sinceramente, eu espero que vocês amadureçam. E vocês, o que esperam de mim?
Em silêncio, Ana recolhe seu material e retira-se do recinto. Acabava ali a melhor e maior lição que aqueles alunos haviam tido desde então.
(Quando a coragem amadurece, Jan Michael Nascimento Bailer)
Que tenhamos todos atitude nessa semana que acaba de começar!
Cuidem-se!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 12h09
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Estória psicodélica...
“Finalmente posso descansar!”, exclamou Pâmela. Preparando-se para dormir ela chegou a conclusão que tinha muitos motivos para comemorar o final daquele dia. Havia sido um dia daqueles...
Novamente ela havia acordado atrasada para ir ao trabalho. Fez prancha no cabelo, vestiu o uniforme, escolheu os sapatos, tomou café da manhã... tudo foi feito às pressas. A apresentação de seu projeto para os diretores da empresa estava marcada para às nove horas da manhã e o seu relógio de pulso dizia que faltava apenas uma hora para tal acontecimento.
Saiu de casa mais do que apressada para pegar o ônibus que passa todos os dias perto de sua casa por volta das 8hr10min. Esse foi só o primeiro momento difícil de seu longo dia...
Enquanto corria em direção a estação onde pegaria o ônibus, ele já estava bem próximo dela. Por sorte, o motorista da condução espera por Pâmela. Ofegante, ela por um segundo pensou que seus problemas haviam acabado, mas ao subir as escadas do ônibus Pâmela torce um de seus pés e quebra o salto de seu sapato. Se antes Pâmela sentia apenas pressa para chegar ao trabalho, agora ela sentia um misto de dor, revolta com ela mesma e preocupação, não poderia apresentar seu projeto do modo que se encontrava.
A condução seguia o seu trajeto normal e Pâmela já havia se acalmado um pouco quando finalmente encontra um assento disponível e pôde sentar-se. Não demorou muito para Pâmela se sentir incomodada com algo no banco que se encontrava. Nesse momento ela começa notar que as crianças que estavam indo para o colégio naquele mesmo ônibus gargalhavam em um tom que a estava irritando profundamente. Ela pensa que não deve levar mais preocupações ao seu dia, pois sua cabeça já estava muito atarefada para mais uma irritação. Pâmela viu sua hora de descer do ônibus se aproximando e levantou-se para puxar a campanhia.
Naquele momento ela percebeu o motivo pelo qual aquelas crianças tanto riam e o que tanto a incomodava. Não conseguindo controlar a irritação, Pâmela grita em direção as crianças: “Então é esse o motivo para tantas risadas? Uma bola de chiclete na minha saia? Qual de vocês vai pagar pelo estrago, hein seus fedelhos?” Os olhos de Pâmela ferviam de raiva nesse momento enquanto os das crianças enchiam-se de lágrimas. Os olhares dos demais passageiros do ônibus eram de reprovação. Sem mais nada a fazer ela sai da condução cabisbaixa, com seus sapatos nas mãos e com a saia que ganhara do namorado no dia anterior manchada por uma bola vermelha de chiclete. De sobressalto Pâmela acorda, suando e procurando pela sua saia nova...
(Sonho ou Realidade?, Jan Michael Nascimento Bailer)
Essa narrativa eu escrevi para uma matéria da faculdade. Não tenho costume de escrever estórias, só quando sou instigado a escrever. O objetivo com esse texto era escrever uma narração subjetiva que se passasse dentro de um ônibus.
Gostei bastante desse meu texto, o verdadeiro final é a pessoa que lê quem deve escolher. É meio surreal...
Para encerrar, o comentário que meu professor fez sobre essa narração por email:
Jan Achei tua narrativa bastante criativa e muito bem redigida. Parabéns. Continue escrevendo. Prof. Olívio
Uma semana criativa para todos!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 10h19
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Sensações olfativas...
“Eu estou pensando nele.
Sentindo ele.
Ele está ao meu lado agora.
Será que ao menos ele sente minha presença?
Não, ele foi apenas uma vã ilusão.”
(O cheiro dele, Jan Michael Nascimento Bailer)
Às vezes caminhando pelas calçadas da cidade, com a cabeça longe, distraído, lembro de uma pessoa. Alguém faz idéia do que repentinamente pode fazer com que eu lembre de outrem?
Perfumes me lembram pessoas.
Sou um cara que possui uma boa memória. Aprendo com maior facilidade lendo e uma pessoa torna-se “inesquecível” para mim pelo perfume que usa. Posso esquecer o nome de alguém, mas nunca esqueço a fisionomia. O mesmo acontece com perfumes, posso não saber o nome da fragrância, mas lembro claramente da pessoa a quem o cheiro me remete...
Por mais que os perfumes sejam marcantes para mim, eles me enjoam facilmente. Apenas umas das fragrâncias que já usei até hoje, eu repeti. Aliás, venho repetindo até agora pois já adquiri essa deo-colônia quatro vezes! Posso experimentar outros perfumes, até melhores e mais caros, mas acredito que este eu nunca vou conseguir parar de usar. Já criei uma dependência sentimental... e esses tipos de dependência são as piores. 
Ser escravo dessas lembranças repentinas nem sempre é bom. Quando a fragrância é de alguém querido é super agradável, dá vontade de falar com a pessoa, ver se está tudo bem com ela, dá vontade até de dizer que lembrou dela por esse motivo bem bobo! Agora, se a lembrança traz à memória um ex-caso, é super chato. Eu tenho a infeliz mania de ficar revirando defunto. Quando um deles rodeia minha mente eu ficando imaginando o que teria acontecido se eu tivesse tomado tal atitude, se tivesse falado tal coisa. Esse é um sentimento que preciso aprender a não levar comigo...
O cheiro de pele natural de cada um também é algo que precisa me agradar. Esse caso restringe-se mais as relações amorosas, mas nem por isso torna-se menos importante, muito pelo contrário. Não tenho lembranças desagradáveis nesse quesito, mas já tive segurar firme a respiração para conseguir me manter ao lado de algumas pessoas por um período de tempo.
O olfato influencia a minha vida em tudo, até certos pratos de comida deixo de comer pelo cheiro que esse prato apresenta. Um exemplo clássico dessa rejeição é o fato, buchada, dobradinha, como preferir chamar aquela coisa fedida! Sem contar que a aparência dessa comida também não colabora em nada para aguçar meu apetite! Ah sim, eu também sou muito preocupado com a estética das coisas... mas deixa pra lá, isso já é assunto para mais uma das minhas falações!
Uma semana perfumadíssima pra todo mundo!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 04h27
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Leitura imprópria para menores de 18 anos ou "A Puta de Babilônia...."
“... Mas no final das contas os bicos dos meus peitos não endureceram e o teu pau não levantou, cultura demais mata o corpo da gente, cara, filmes demais, livros demais, palavras demais, só consegui te possuir me masturbando, tinha a biblioteca de Alexandria separando nossos corpos, enfiava fundo o dedo na buceta noite após noite pedindo mete fundo, coração, explode junto comigo, depois virava de bruços e chorava no travesseiro porque naquele tempo ainda tinha culpa nojo vergonha, mas agora tudo bem, o Relatório Hite liberou a punheta.”
(Os sobreviventes, Caio Fernando Abreu)
Ando pensando muito em sexo ultimamente. Não diretamente em fazê-lo, mas nos “tantos pontos de vista sócio político artístico filosófico existênciais e bababá” que esse assunto pode levantar.
É hiper difícil encontrar pessoas que conseguem conversar abertamente sobre sexo sem falso-moralismo ou vergonha. Por mais incrível que pareça, discuto com a minha avó abertamente sobre a minha sexualidade.
Desejo entender o que as pessoas pensam sobre sexo sem estarem escondidas atrás de todas as máscaras que usam para falar sobre esse assunto, foi por esse motivo que escrevi o texto abaixo. Imaginei uma voz feminina interpretando-o. Ora sensual, ora revoltada com quem finge não saber que a origem da vida é um litro de porra e age como se todos nós tivéssemos nascido do divino espírito santo... ai, ai
Não tente se esconder, não tente negar a minha existência dentro de você. Se assim você fizer, em algum momento você descobrirá que está errado. Não fuja de você mesmo!
Não venha difamar minha pessoa dizendo que sou sujo ou coisa do diabo, fui eu quem lhe deu a vida. Sou eu quem move o mundo...
Posso lhe acompanhar a todos os lugares se assim você quiser. Não preciso de convite para ir as festas, eu estou sempre lá, faço parte delas.
Não há sábado à noite que você não me procura, não há dia comum sem você a minha espera. Somos alma gêmeas...
Eu sou a puta que dá por prazer, sou a puta que dá pra viver. Sou o homem casado que dá pro viadinho. Sou a mulher que se satisfaz sozinha no banheiro. E você é todas as putas reunidas na imagem de uma santa. Hipócrita!
Eu vivo nos subúrbios, nas periferias, vivo escondido dentro de você. Por que você faz isso comigo? Tens vergonha de mim?
Venha me conhecer profundamente, penetrar minha alma e chupar meu sangue. Eu vou te mostrar a mais surrreal das sensações. Você não vai se arrepender. Prazer, meu nome é sexo!
(O prazer negligenciado, Jan Michael Nascimento Bailer)
Uma prazerosa semana para todos nós!
Escrito por Sujeito Compulsivo às 23h24
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How ridiculous we are!
“Essa não é mais uma carta de amor,
São sentimentos tontos traduzidos em palavras”
(O que eu também não entendo, Jota Quest)
Quem nunca escreveu uma carta de amor? Quem já não preencheu uma folha em branco com seus medos, anseios e lamentações? Já afirmou Álvaro de Campos que todas as cartas de amor são ridículas, assim como todas as palavras e sentimentos esdrúxulos.
Nunca escrevi cartas de amor para quem um dia eu desejei namorar ou namorei. Dediquei apenas poemas aos namoros que começaram e morreram em mim. As cartas que escrevi foram todas sob encomenda, para amigos. Mesmo não escrevendo tais cartas para benefício próprio, é impossível eu não concordar com as afirmações de Álvaro de Campos.
Os sentimentos traduzidos em palavras que em um dia fazem tanto sentido, no dia seguinte podem não mais fazer sentido algum. Todas aquelas frases ora melosas, ora ofegantes de prazer podem dar vazão a ótimas gargalhadas. Dessas de rolar no chão mesmo, experiência própria.
Penso que escrever cartas é um ato naturalmente muito romântico. São escritas a próprio punho, e isso para mim denota esforço e dedicação. Quando se trata de cartas de amor então, são todos esses sentimentos envolvidos muitas vezes mais intensificados. A pessoa que escreve, espera que a pessoa que recebe se sinta tocado de uma forma especial por aquele pedaço de papel que esta segura entre as mãos. Pode estar uma vida toda descrita ali...
Houve uma época que mantinha amizade com pessoas de diversos lugares por correspondência. Lembro que eu desejava fervorosamente por essas cartas, esperava receber mais que os extratos da minha conta bancária. Tempos bons aqueles, mas a praticidade do email levou tudo isso embora. Hoje o que eu mais espero é receber menos emails não-encaminhados. 
Conheço algumas pessoas que mantêm contato com outras ainda desta maneira. Sou uma pessoa super a favor da praticidade, por isso a essa idéia não me faz mais a cabeça. Minha única certeza é a de que reler cartas de amor depois de todo o fogo da paixão ter ido embora é tão bom quanto assistir a melhor das comédias!
Ótima semana para todo mundo! 
Escrito por Sujeito Compulsivo às 13h46
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Não há amor sem recompensas...
“Ovos quentes e café na cama
As suas lágrimas no meu pijama
Você não pode me cobrar pelo o que deu de graça”
(Amor por retribuição, kID AbElHa)
Não quero sentir o gosto amargo que deve ter o sentimento de amar e não ser amado. Preciso de recompensas. Alías, todo mundo precisa. Acredito que ninguém consegue levar consigo um sentimento por outra pessoa durante muito tempo se ele não for regado todos os dias com aquelas emoções indispensáveis para que possa existir qualquer tipo de relação saudável. Penso até que se condenar a viver eternamente uma relação mesmo que ela não exista mais, como fazem principalmente as mulheres da geração de minha avó, é um desrespeito muito grande com a gente mesmo. Se algum dia eu não puder mais acreditar que posso viver uma relação “até que a morte nos separe”, vou querer acreditar que pelo menos dois grandes amores na vida posso viver...
Na verdade, não sei o que é o amor. Não daquela forma única que os meios de comunicação costumam vender. Talvez eu possa até já ter amado de um jeito mais racional, um jeito que eu mesmo acredito ser possível vivenciar. Um amor sem extremismos de Romeu e Julieta. Porém, é impossível não haver recompensas, não haver o tal do feed back. Afinal, ninguém constrói uma relação sozinho. Quem tentar viver dessa forma, acredito eu que corre o sério risco de se traumatizar.
Em um dos episódios de um seriado que eu acompanhava, a mocinha disse ao namorado: “I love you”. Ele sem saber o que fazer, simplesmente respondeu com um envergonhado “thanks”. Nossa, a mocinha ficou com altas neuras na cabeça porque o “I love you” dela teve como resposta um confuso “thanks”. Não há como negar: todo mundo precisa de recompensas! (Só para lembrar aos interessados na minha pessoa, say “I love you” means nothing to me) 
Preciso confessar que meus sentimentos traem minhas filosofias. Mesmo acreditando em “amores racionais”, eu sou um cara muito meloso. Gosto de filmes com finais felizes e minhas músicas preferidas são as românticas e melancólicas. Um exemplo perfeito dessa minha preferência é Gone da Madonna.
Já não sei mais o que devo fazer: me entregar ao ceticismo dos incrédulos no amor ou me deixar absorver pelos amores imbecis? Sinceramente não sei. Minha única certeza é a de que algum preço para isso terei que pagar...
Uma semana com muito amor pra todo mundo! 
Escrito por Sujeito Compulsivo às 04h12
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